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PSB avança por Marina Silva e tenta outras ‘estrelas’ em MG, SP e RS

07/10/2025 06:31 O Globo - Rio/Política RJ

Partido do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, o PSB avançou para filiar a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), e desponta como possível destino para outros integrantes do governo Lula que têm futuro incerto nas respectivas legendas, como Alexandre Silveira (PSD), de Minas e Energia, e Simone Tebet (MDB), do Planejamento. A lista de nomes de peso que podem compor as fileiras da sigla inclui ainda o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD) e a ex-deputada Manuela D’Ávila, hoje sem filiação após deixar o PCdoB.
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Comandada desde junho pelo prefeito do Recife, João Campos, a sigla tenta se encorpar para a eleição do ano que vem, e uma das principais reivindicações é a manutenção de Alckmin na chapa de Lula. Há também a prioridade de aumentar a bancada na Câmara e a ideia de lançar nomes estratégicos para o Senado em locais onde houver chances reais de conquistar cadeiras.
O caso de filiação tido como mais avançado é o de Marina, interessada no Senado, como mostrou a coluna de Lauro Jardim, do GLOBO. Além de João Campos, quem pilota as conversas com a ministra é a deputada federal Tabata Amaral (SP), namorada do dirigente. A ministra, contudo, quer esgotar juridicamente uma briga interna na Rede Sustentabilidade, sigla na qual perdeu força, antes de bater o martelo sobre a migração.
Caso se concretize, a filiação marcará um retorno de Marina ao PSB. Em 2014, depois da morte de Eduardo Campos durante a campanha, a então candidata a vice encabeçou a chapa e disputou o Planalto, mas ficou em terceiro lugar. No ano seguinte, saiu do partido para fundar a Rede.
Ainda em São Paulo, Simone Tebet também é considerada uma opção para o Senado pelo partido, especialmente num cenário em que Marina se lance de novo à Câmara — o que é o ideal na visão partidária, que prioriza a eleição de deputados. O domicílio eleitoral de Tebet é Mato Grosso do Sul, mas a mudança para o maior estado do país, onde foi bem votada na eleição presidencial de 2022, é uma possibilidade aventada.
Como o MDB paulista, cuja principal figura é o prefeito paulistano Ricardo Nunes, está na oposição ao governo Lula, Tebet teria o caminho mais facilitado para concorrer ao cargo pelo estado se fosse para uma sigla alinhada ao Planalto. O PSB a convidou.
— Não diria que o MDB tem a porta fechada, mas ela não é de São Paulo — diz Nunes. — Com todo o carinho que tenho por ela, não vejo a menor condição de ser candidata ao Senado aqui . Ela já tem uma história política no Mato Grosso do Sul, e temos bons nomes.
A chefe do Planejamento passou a ser incluída em pesquisas de São Paulo contratadas pelo governo Lula. Ela tem como um dos principais defensores o advogado Marco Aurélio Carvalho, líder do grupo Prerrogativas.
Quadros do PSD de Minas
No segundo estado mais populoso do país, Minas Gerais, o partido se coloca como possível destino de quadros do PSD, que lá fez uma inflexão à direita ao encaminhar a filiação do vice-governador Mateus Simões, hoje no Novo. A tendência é que ele se filie até o fim de outubro.
Com a provável reconfiguração, Rodrigo Pacheco e Alexandre Silveira poderiam mudar de sigla para continuar mais ligados a Lula. Ambos são cotados para disputar cargos majoritários no ano que vem, seja o governo ou uma cadeira no Senado. Quem conversa com Pacheco, no entanto, avalia que o que ele quer mesmo é uma indicação para o Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto Silveira diz apenas que fará o que Lula quiser.
Houve conversas nos últimos dias entre eles e dirigentes do PSB, mas ainda se prega cautela no partido ao falar sobre o caso mineiro. A leitura é de que é preciso esperar os movimentos de Gilberto Kassab, o cacique do PSD. Caso ele de fato se afaste do lulismo em Minas, aí sim o PSB despontaria como opção natural para aqueles que quiserem continuar mais próximos ao presidente da República na campanha de 2026.
Também pesa contra uma decisão imediata a indefinição do cenário eleitoral no estado, com pouca clareza sobre o que Lula vai estabelecer. Do ponto de vista do PSB, a prioridade por lá é montar uma nominata robusta de deputados federais.
Quem também teve conversas com a direção do PSB foi a ex-deputada Manuela D’Ávila, que se desfiliou do PCdoB no ano passado. Vice na chapa presidencial de Fernando Haddad (PT) em 2018, ela é considerada uma forte candidata ao Senado pelo Rio Grande do Sul ou, na projeção de dirigentes, uma puxadora de votos para deputado federal.
A decisão de D’Ávila ainda depende de disputas internas no PSB gaúcho. Ela conta com o aval do ex-deputado Beto Albuquerque, mas outros setores preferem seguir mais alinhados ao governador Eduardo Leite (PSD).

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