Fogo na Serra do Amolar terá reforço de brigadistas pela Bolívia
O combate ao incêndio que avança pela Serra do Amolar, uma das regiões mais preservadas do Pantanal sul-mato-grossense, vai ganhar reforço pela fronteira com a Bolívia. A partir desta quarta-feira (8), dez brigadistas do Prevfogo (Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais), do Ibama, seguem para o lado boliviano da serra, onde há focos ativos. Segundo o coordenador do Prevfogo (Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais) no Estado, Márcio Yule, o deslocamento será feito por terra, com duas caminhonetes e todo o equipamento necessário. A viagem passa por Porto Quijarro, na Bolívia, e deve durar entre 12 e 13 horas, devido à dificuldade de acesso à região. “Já estivemos na Bolívia no ano passado e agora retornamos”, explicou Yule ao ressaltar que, em alguns trechos, o avanço só é possível com o uso de motosserras, já que a floresta densa impede a passagem dos veículos. A Bolívia autorizou oficialmente a entrada das equipes após negociação conduzida pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Segundo Yule, falta apenas formalizar os nomes dos dez brigadistas que vão cruzar a fronteira. Ações preventivas - Nesta terça-feira (7), outras cinco pessoas irão para a comunidade ribeirinha da Serra do Amolar, em uma ação preventiva. Elas vão construir aceiros, faixas de contenção sem vegetação, para proteger as famílias locais e as áreas de apicultura. As equipes serão distribuídas em três pontos estratégicos: na comunidade da Serra do Amolar, na região do Acurizal e na fronteira entre o Brasil e a Bolívia. Avanço do fogo - Atualmente, 20 brigadistas do Prevfogo e do IHP (Instituto do Homem Pantaneiro) estão no local desde o dia 27 de setembro. De acordo com Yule, ventos fortes e o terreno acidentado dificultam o controle das chamas, que se espalharam rapidamente. O IHP divulgou que a área queimada passou de 7 mil para 12 mil hectares em apenas 24 horas. “O fogo se comporta de acordo com três fatores: material combustível, condições climáticas e relevo. Lá há relevo que favorece a propagação, muito material acumulado desde o último grande incêndio em 2020, além do calor e do vento”, explicou o coordenador. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .
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